A pequena Paula desenhava sem parar. E escondia-se do escuro, das histórias aterrorizantes e de tudo que lhe dava medo. Mas Paula cresceu e virou artista. E em suas pinturas mostrava mulheres corajosas, aventureiras, ousadas e destemidas, que escolhiam seu próprio destino e seus sonhos, virando todo o medo ao contrário.
Escrito e ilustrado por Catarina Sobral, Virar o medo ao contrário, como a Paula Rego parte da infância desta artista portuguesa que, através da imaginação, de sua inquietação e do enfrentamento do medo transformava fantasias e experiências pessoais em pinturas coloridas e engajadas, entrelaçando o íntimo, o coletivo, a liberdade e o direito das mulheres. Sobre Paula foram feitos livros e filmes, e suas obras de arte foram expostas com grande repercussão no mundo todo.
Trechos
Trecho 1:
“Depois, existia o quarto onde a Paula desenhava sem parar. Onde se escondia do escuro e de tudo o que lhe dava medo (que era tudo mesmo). Bem... quase tudo. A praia não, a praia