O conceito de Raízes evoca um campo simbólico que ultrapassa o sentido biológico ou territorial, remetendo às múltiplas origens que nos constituem como sujeitos históricos e culturais. Esses nexos de pertencimento
e identidade se entrelaçam às memórias e às heranças que moldam nossa experiência
coletiva e individual. Nesse contexto, as Heranças Visuais articulam-se como camadas de significados
sobrepostos, que emergem e se reconfiguram por meio da poética de José Maciel. Sua obra
revisita o passado — tanto o vivido quanto o histórico — e o reinscreve no presente por meio de imagens, gestos e matérias que reativam lembranças, afetos e símbolos. Essa dimensão memorial encontra eco no espaço que acolhe a exposição: o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves*, concebido por
Oscar Niemeyer como um lugar de memória e de celebração do imaginário heroico nacional.
É nesse ambiente de intensidades simbólicas que se estabelece um diálogo singular entre a
produção de Maciel e o espí