A inteligência artificial generativa já transformou a forma como criamos, vemos, escrevemos e imaginamos, mas ela é um recurso, uma ameaça ou uma nova parceira de invenção?
Dora Kaufman e Giselle Beiguelman investigam as relações entre IA, criatividade e arte, recusando as duas fantasias dominantes: a ingênua, que a trata como atalho mágico; e a catastrófica, que a vê como ameaça à autoria humana.
As autoras percorrem a história do conceito de criatividade, da psicologia à neurociência, e discutem a arte feita com IA à luz da história da arte contemporânea. Para pensar o que realmente está em jogo quando sistemas que operam por probabilidade passam a mediar a criação humana, elas recorrem à filosofia da tecnologia, à história da arte e à crítica de mídia. Para dar voz à experiência concreta, reúnem entrevistas com dez artistas e um psicanalista que incorporam a tecnologia em seus processos sem abrir mão da intencionalidade.
Mais do que perguntar se a IA é capaz de