Em 2020, durante a pandemia, me impus a meta de colocar no papel a evolução que testemunhei — e da qual, em parte, participei — que transformou as artes gráficas nos últimos 45 anos. Uma jornada que nos levou dos processos mecânicos e analógicos para um universo inteiramente eletrônico e digital. Minha formação e carreira me colocaram no epicentro desta revolução. Formado pela Escola Técnica Federal e cursando Engenharia Elétrica, fui recrutado antes mesmo de me formar para trabalhar na Engenharia de Produtos de uma grande empresa nacional e depois fui para a Engenharia Avançada de outra gigante da indústria, onde participei do desenvolvimento do primeiro forno de micro-ondas brasileiro, de um dos primeiros videogames e, finalmente, do projeto de um computador pessoal que seria nacionalizado. Como a reserva de mercado não permitiu que o projeto prosseguisse, acabei sendo contratado por uma das empresas nacionais que podiam produzir computadores para fazer os manuais dessas máquinas. E