Tenho nas mãos as chaves do presente ausente.
Moro no limiar do que é
e do que deixa de ser.
Contenho em mim
a rigidez da ancestralidade
e a fluidez do inesperado.
No dissipar das brumas,
sou a clara realidade do total desconhecido.
Na escuridão das minhas órbitas sem fim,
lampejam as revelações.