Mergulhar em experiências individuais na epidemia de hiv/aids, pelas escritas de si de mulheres que viveram com hiv ou que compartilharam o adoecimento de seus filhos, partiu do entendimento de que estas são sempre socializadas, mesmo em seus spectos mais íntimos. O diálogo com a representação social da aids abrange um processo nada linear em que a compreensão de si, do mundo e da doença é reordenada a fim de dar sentido à nova condição. As relações entre os aspectos privados e coletivos nortearam os significados atribuídos à aids para as diferentes mulheres que acompanhamos, embora saibamos que, de forma lguma, suas concepções tenham se limitado à incorporação pura dos discursos que circulavam sobre a doença.
O enfrentamento do diagnóstico incluiu, em muitos casos, a descrença médica, o devassamento da sexualidade, a culpabilização, o acirramento da rigidez esperada do comportamento feminino etc. Por não serem consideradas vítimas potenciais da aids, nossas mulheres também experimenta