Este livro defende que há outras formas de fazer e escrever ciência. A partir de experiências organizadas pela própria história de vida como método e linguagem, a autora — mulher preta, pesquisadora e enfermeira — apresenta o processo de construção de uma pesquisa que cruza sua trajetória com as histórias presentes em seu cotidiano pro?ssional. Ao escutar essas narrativas e reconhecê-las como parte de sua própria experiência, ela desenvolve um trabalho que questiona a suposta neutralidade acadêmica e os limites da produção cientí?ca tradicional.
Ao longo da obra, são discutidas as condições de vida e saúde de populações historicamente negligenciadas pelos serviços de saúde, especialmente quando marcadas por raça, gênero e classe. As barreiras de acesso, o racismo institucional e a fragilidade na execução das políticas públicas são analisadas a partir de referências críticas e de experiências vividas e compartilhadas, fazendo do trabalho cientí?co um exercício de retorno à comunidade e