Quim, um menino negro morador da praia do Titanzinho, na capital do Ceará, tem um problema: não consegue ler, porque sua cabeça só pensa mar. Mas, na escolinha de surfe da praia, o lema é: “Vetim que é vetim surfa nas ondas e nas letras”. Quem narra a aventura de Crias do Titanzim, de Cláudio Rodrigues, é Ocy, caranguejo poeta e rapper. E é nas conversas com Ocy que o menino Quim descobre outras formas de aprender, de olhar e de ler o mundo.
Entre a praia e a sala de aula, Quim inicia um percurso de letramento múltiplo, no qual leitura e identidade se entrelaçam. Acompanhado do novo amigo caranguejo, ele se aproxima da palavra com coragem e sensibilidade, compreendendo que aprender não se limita aos códigos escolares. Seu momento de virada acontece durante a Regata da Rainha do Mar, festa tradicional daquelas águas, quando o garoto consegue “ler” as velas das jangadas – gesto que se transforma em rito de passagem, pertencimento afro-brasileiro e travessia.
Ambientado no Titanz